14 agosto, 2008

Tela Azul na cerimônia de abertura

Vocês bem sabem que eu sou usuário Linux. Apaixonado, como não poderia deixar de ser -- o Linux está a anos luz dos outros sistemas. Ele é um sistema leve, versátil, poderoso, fácil, altamente maleável e, acima de tudo, divertido. Desde março, quando completei 1 ano de migração, planejo escrever sobre as diferenças que fazem do Linux uma opção seguramente melhor que o Windows -- na maioria dos aspectos. (Alguns alegam que jogos e aplicativos específicos fazem do Windows uma melhor opção, primeiro, digo que há milhares de alternativas suficientes para emular aplicativos e jogos do Windows, segundo, esse não é um problema do Linux, mas de uma configuração do mercado derivada da natureza de cada sistema, mas relativo ao mercado. Um homem de 2,20 m e de 130 Kg encontrará dificuldades para achar calçados e roupas que lhe sirvam, é ele o culpado? Ainda sim, lojas especializadas surgem constantemente para preencher esse espaço, assim como as alternativas e serviços surgem, no Linux, para preencher o espaço daqueles que só pensam com a viseira chamada "Windows").

Mas esse post ainda não é meu comentário sobre as diferenças entre os sistemas. Ele é ensejado por uma circunstância engraçada: a tela azul registrada da cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos.



Cliquem no link em negrito acima para ver mais fotos

Eu ainda tenho receio de que seja uma montagem, mas as montagens costumam ser rapidamente apontadas por especialistas. Além disso, a notícia foi publicada pela Gizmodo, mas também pela Cnet News, e em muitos outros lugares. Porém, ainda que seja montagem, outros aspectos denotam o desprestígio do sistema: olympics decided to use XP instead of Vista because it's more stable. Escolha sensata, dentro do possível -- o XP é infinitamente melhor que o Vista.

Deveriam ter feito como o TSE, que trocou o Windows por Linux e por isso iremos votar nas próximas eleições numa plataforma livre. Ou como a Justiça do Trabalho, que adotou o OpenOffice como suíte de escritório de suas dependências. Em todo caso, confiram as fotos e tirem suas conclusões.

PS. Para os que se apressam em achar contra-exemplos, deixe-me lembrar que a superioridade alegada é uma questão estrutural e não pontual. Do mesmo modo, não é essa tela azul que faz o Windows um opção dispensável, mas o que ela representa. Aquilo do que ela é um sintoma.

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