07 outubro, 2007

Eu preciso aprender a ser só



Recortei um fragmento do especial Ensaio da TV Cultura com Elis Regina para trazer para vocês, caros leitores, essa preciosa música. Após horas de esforço empreendido na tarefa de encontrar um software que realizasse cortes, consegui, por fim, utilizar um software que já dispunha (avidemux, diga-se de passagem; um simples programa de edição de vídeo pra linux). Finda a batalha, descubro que o fragmento já estava disponível no Youtube. Deixa pra lá!

A letra é do Marcos e Paulo Valle, dois compositores notáveis. Marcos Valle fez um arranjo pra Something, no disco da Sarah Vaughan intitulado Song for the Beatles, um álbum delicioso de covers da banda inglesa. O resultado é curioso, Something cantada em ritmo de Bossa nova -- aliás, ele mesmo participa da gravação, canta um trecho em português.

Esse especial é fabuloso, recomendo a todos, especialmente aos admirados de Elis. Ela é uma mulher de muita personalidade, amável, seu poder atrativo abriga tanto os mimos e o riso do menina quanto o temperamento tempestuoso e a acidez fortuita. César Camargo Mariano que, salvo engano, era seu marido na época fez um arranjo belíssimo, sofisticado e suave, plenamente adequado a voz de Elis. A letra também é um caso a parte: bela e simples, como convém a tudo que me apetece. Faço questão de registrá-la abaixo. Peço então que vocês cliquem no atalho e se encantem com a música de Elis.


Preciso aprender a ser só (1965)

Letra: Paulo Sérgio Valle
Música: Marcos Valle

Ai, se eu te pudesse fazer entender
Sem teu amor eu não posso viver
E sem nós dois o que resta sou eu
Eu assim, tão só !

E eu preciso aprender a ser só
Poder dormir sem sentir teu amor
Saber que foi só um sonho e passou.

Ai, o amor,
Quando é demais
Ao findar... leva a paz
Me entreguei sem pensar,
Que a saudade existe, e se vem,
É tão triste ver.

E meus olhos choram a falta dos teus,
Estes teus olhos que foram, tão meus
Por Deus entenda,
Que assim eu não vivo,
Eu morro pensando, no nosso amor.

Vem, meus olhos choram a falta dos teus,
Estes teus olhos que foram, tão meus
Por Deus entenda,
Que assim eu não vivo,
Eu morro pensando, no nosso amor.

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