14 setembro, 2007

Aquele Outro

Aquele Outro não via minha muita amplidão Nada lhe bastava. Nem ígneas cantigas. E agora vã, te pareço soberba, magnífica E fodes como quem morre a última conquista E ardes como desejei arder de santidade. (E há luz na tua carne e tu palpitas.) Ah, por que me vejo vasta e inflexível Desejando um desejo vizinhante De uma Fome irada e obsessiva? Hilda Hilst
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